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sábado, 27 de novembro de 2010

Evolução, Gripe Suína e Ética

Há algum tempo em meu Blog [1] e em sites que participo, venho trazendo alguns alertas relacionados com questões éticas na área de ciência, pontuando que a ciência, considerada como um método de aquisição de conhecimento seguro, embora tenha um imbricamento com a questão do fazer prático e da tecnologia, não poderia ser responsabilizada pelo mau uso daquilo que traz.

Isso tem provocado reações tanto de cientificistas quanto dos detratores das ciências. Uns pregam um purismo no fazer ciência que fica difícil vê-lo numa sociedade cuja ética de seu sistema econômico se apropria de tudo para o transformar em mercadoria e lucro. Outros pregam um total imbricamento entre o sistema e o fazer ciência, dizendo que a ciência como conhecemos hoje só é o que é por causa dos interesses do sistema por trás dela e de todo fenômeno social humano atual.

ciencia A ciência é um fenômeno histórico e tem em sua ocorrência um sujeito histórico que a faz; disso não podemos duvidar. Que exista um imbricamento entre a forma como ela é feita e o sistema econômico que historicamente a insere como fenômeno humano, também não temos como questionar. No entanto, tanto a ciência enquanto fenômeno humano histórico, quanto os homens que a faz ao longo dos tempos, pouco ou nada tiveram a ver com uma motivação direcionada ao atendimento das necessidades de mercado dos agentes econômicos individuais que compõem o sistema como um todo e é sua mola propulsora.

O fazer ciências está imbricado com motivações individuais e sociais cujos desdobramentos sempre estiveram em voltas da solução de nossos problemas de sobrevivência num mundo inóspito, mas que pode ser conhecido. O direcionamento dessas motivações (justificáveis por si mesmas) para questões de classe e exploração econômica ou para o enriquecimento de alguns se constitui numa questão ética não só pelo uso exploratório de algo que é de todos (e que pode nos ajudar a viver melhor), como também por uma questão de um uso irresponsável que pode nos levar todos à extinção ou a situações catastróficas.

Tapar o sol com a peneira dizendo que os cientistas não tem nada a ver com isso e querer que a ciência, enquanto fenômeno histórico, não possua imbricamento com o sistema que a financia e a faz avançar, é apenas olhar para outro lado e não se responsabilizar pela própria história da qual fazemos parte. Por outro lado, demonizar a ciência como responsável direta por esse tipo de coisa é leviano e superficial. É preciso desenvolver uma visão crítica mais ampla acima de partidarismos, procurando uma coerência dialética.

 

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Saber Científico e a Gripe Suína

porco_leitor Tenho acompanhado os ótimos posts do Osame Kinouchi (já sou fã dele) em seu ótimo blog SEMCIÊNCIA, mas liguei o computador hoje com uma sensação realmente ruim ao ver a notícia da Folha On Line de que os “Casos confirmados de gripe suína saltam para 898 em 18 países”.

Há quatro dias atrás, quando a gripe atingia apenas 1/4 do número de casos no mundo, Osame alertou no Roda de Ciências sobre o descaso que os blogueiros científicos estavam dando ao assunto. Desde que ela surgiu, inclusive associada à gripe aviária, me vi pensando sobre o assunto e tentando inferir meios de entender melhor os desdobramentos disso filosoficamente.

Coincidentemente, na semana em que os casos se tornaram mais alarmantes, eu fui com minha família ao posto de saúde de minha cidade para tomar a vacina anual contra gripe que a prefeitura oferece gratuitamente.

Essa é uma prática comum e mais de 150 milhões de pessoas no mundo se beneficiam da vacina que funciona basicamente pela inoculação de um vírus inativado que precipita o nosso sistema imunológico preparando-o para o caso de uma gripe real nos infectar. A cada ano é feita uma nova vacina, pois o vírus Influenza sofre mutações constantes e uma série de Grupos Regionais de Observação de Gripe (GROGs) sistematiza a coleta de informações para que a OMS (Organização Mundial de Saúde) forme as bases de elaboração da próxima vacina.

Para saber mais, consulte: Vacina.

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