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segunda-feira, 6 de abril de 2009

A Borboleta

A borboleta bate suas asas em direção ao infinito. Mas enquanto voa sabe lá no fundo que o infinito é apenas um nome humano dado a algo que ele não consegue ver o fim. Ela ri dos homens. Essa necessidade toda de nomear, delimitar, classificar, categorizar. O homem rotula e coloca em gavetas e prateleiras tudo o que vê e depois designa sistemas e pessoas como guardiões dessas gavetas e prateleiras para que jamais sejam mexidas; apenas sirvam de consulta a alguns privilegiados que traduzirão o que entendem para os outros de categoria menor.

O próprio homem faz isso consigo mesmo. Ele se classifica, se separa, se categoriza e vive contestando e brigando por conta disso. Classifica e categoriza até as borboletas. A borboleta pensa sim. Mas não pensa como os humanos. Por que ela precisa ser uma lepidóptera? Que diferença faz ela ser lepidóptera ou um coleóptero? São nomes, apenas nomes, e seres humanos acreditam que nomes tragam o ser daquilo que eles nomeiam. Mas nomes não carregam essência, nomes são nomes.

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