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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Consciência e Sociedade

mente-humana Penso que as funções e papéis sociais humanos possuem respaldo em uma instância que se estabeleceu como se fosse metafísica, porém baseada nos jogos de poder que estabelecem valores para pautar a vida humana. Essa coerção, pela exclusão que provoca, pode ser muito mais forte que uma determinação física, química ou genética como, por exemplo, das formigas. Quem de nós não conhece pessoas que foram operárias no grande ABC em São Paulo durante 30, 40 anos? A própria consciência de classe promovida no advento do socialismo acaba por determinar as pessoas em gavetinhas sociais intransponíveis.

É claro que podemos entrar em outros meandros aqui, pois dentro de uma determinação teleonômica social, existe uma verticalização das possibilidades: aquele que não quer ser operário terá de ser patrão. Mas a natureza, fora da tipologia e da especiação, possui uma diversidade horizontalizada que não vemos nos seres humanos por mera determinação social. Queremos ser espelhos da natureza, mas nos verticalizamos como formigas, exceto pelo fato de podermos ser rainhas, mas nunca uma vespa...

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Evolucionismo.Ning – eu faço parte…

Com muito orgulho assisti uma entrevista de Eli Vieira em vídeo postado no Orkut por minha amiga Asa Heuser. A entrevista foi feita pelo site do Instituto Ciência Hoje e repercute o que todos nós, que já acompanha o jovem Eli,  o esforço, dedicação e seriedade que ele tem no ensino da Teoria da Evolução e do benefício do esclarecimento e do conhecimento científico para muitas pessoas.

O orgulho, não só pela empatia que tenho por ele, reside também no fato de eu fazer parte de sua rede Evolucionismo, assistir seu crescimento pessoal e profissional e ainda ter a honra de ver artigos meus citados dentro dos cinco passos do evolucionista no portal, fazendo parte do Top 10 da comunidade.

Particularmente gostei muito da quarta parte da entrevista, a qual reproduzo o video aqui, mas recomendo que assistam e lêem tanto o texto quanto os vídeos todos no site do Ciência Hoje.

Nessa parte da entrevista, destaco a visão do Eli sobre a reconfiguração dos conflitos ideológicos como parte da facilidade da informação dada pela tecnologia. Ele diz::

“Algo que, na minha visão, potencializa isso [a questão da ampliação ideológica do conflito] é a tecnologia da informação. Então, em um ambiente em que tudo pode ser falado e tudo pode ser debatido, haverá conflito. Hoje na internet eu digo que a resposta para a pergunta milenar “De onde viemos” está na biologia evolutiva. De onde viemos? Nós viemos de uma população de primatas que viveu na África, no leste africano, há cerca de 200 mil anos atrás. (…) As ideologias negacionistas da evolução não são sempre religiosas.” (Eli Vieira)

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Saber Científico e a Gripe Suína

porco_leitor Tenho acompanhado os ótimos posts do Osame Kinouchi (já sou fã dele) em seu ótimo blog SEMCIÊNCIA, mas liguei o computador hoje com uma sensação realmente ruim ao ver a notícia da Folha On Line de que os “Casos confirmados de gripe suína saltam para 898 em 18 países”.

Há quatro dias atrás, quando a gripe atingia apenas 1/4 do número de casos no mundo, Osame alertou no Roda de Ciências sobre o descaso que os blogueiros científicos estavam dando ao assunto. Desde que ela surgiu, inclusive associada à gripe aviária, me vi pensando sobre o assunto e tentando inferir meios de entender melhor os desdobramentos disso filosoficamente.

Coincidentemente, na semana em que os casos se tornaram mais alarmantes, eu fui com minha família ao posto de saúde de minha cidade para tomar a vacina anual contra gripe que a prefeitura oferece gratuitamente.

Essa é uma prática comum e mais de 150 milhões de pessoas no mundo se beneficiam da vacina que funciona basicamente pela inoculação de um vírus inativado que precipita o nosso sistema imunológico preparando-o para o caso de uma gripe real nos infectar. A cada ano é feita uma nova vacina, pois o vírus Influenza sofre mutações constantes e uma série de Grupos Regionais de Observação de Gripe (GROGs) sistematiza a coleta de informações para que a OMS (Organização Mundial de Saúde) forme as bases de elaboração da próxima vacina.

Para saber mais, consulte: Vacina.

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terça-feira, 14 de abril de 2009

Facas, Gumes e Reflexões sobre a Cegueira

Esse artigo é uma reflexão incidental sobre o artigo de minha amiga Paula Moiana da Costa, professora de biomedicina da Unipar, publicado em seu Blog (em parceria com Caio Mariani) Minestrone a Bolognesa. O artigo está em duas partes e chama-se Facas Cegas de Um Só Gume (clique para lê-los: As Idéias, parte 1 e Os Fatos, parte 2).

Parcialidades

Olhar de olhares 70x100 cm - Tela de Teresa Robal Não tem como não concordarmos com a tese que enxerga a ciência procurando a melhor descrição possível da realidade tanto quanto for alcançável a capacidade humana de observação. Porém é difícil hoje, na contemporaneidade, ainda mais com o aprofundamento dos estudos epistemológicos feministas e na concomitância das considerações filosóficas de Habermas, Kuhn, Derrida, Bachelard e outros, não considerarmos que essa "melhor descrição possível" traz em seu bojo certa determinação interna de cada pesquisador; ditada por seus próprios contextos culturais e históricos e confirmados e reproduzidos por toda a comunidade científica.

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domingo, 12 de abril de 2009

Teoria, Evolução, Fato e Cientificidade - Questões Epistemológicas – Parte II

Hierarquização de Teorias

Como podemos dizer que uma Teoria Científica, como modelo de explicação de um fenômeno observável, é melhor ou nos confere um conhecimento superior a qualquer outra explicação teórica que possamos dar? Não temos uma régua absoluta que nos diga isso a priori.

Balizar a ciência como última palavra nas explicações que dá pra o mundo é querer que ela nos balize em toda nossa totalidade e na própria totalidade da realidade. Mas como querer isso se, conhecendo um pouquinho de ciências, sabemos que ela não pode sair do que pode ser observável se o fim dela, em nosso sistema político-econômico é a produção de tecnologia?

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Teoria, Evolução, Fato e Cientificidade - Questões Epistemológicas – Parte I

Dando continuidade aos artigos/ensaios em comemoração aos 200 anos do nascimento de Darwin e 150 anos da publicação de A Origem das Espécies, opto por começar pelo argumento mais amplamente utilizado pelos detratores de Darwin. Não é raro lermos ou ouvirmos de quem não concorda com a TE de que ela é “apenas” uma teoria. Esse tipo de desdém com a palavra Teoria é curioso e tem origem cultural.

Em geral falam dessa forma por que atribuem um fato como um evento hierarquicamente superior a uma Teoria, como se ambos fizessem parte de uma escala de valores de credibilidade frente à realidade. Para esse tipo de olhar atribui-se fato ao conceito de LEI e Teoria a algo que precisa de comprovação, como se fosse uma mera hipótese ou suposição.

Gosto muito da abordagem sobre esse assunto dada por Stephen Jay Gould no artigo "Evolution as Fact and Theory" o qual os leitores do Filosofando na Penumbra podem ler no original e conhecer um pouco mais sobre esse evolucionista heterodoxo que não só ampliou a compreensão sobre a Teoria da Evolução de Darwin, mas pôde ampliar a própria teoria abarcando fenômenos que ela não contemplava em sua versão original.

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sexta-feira, 10 de abril de 2009

200 anos Darwin - uma comemoração do mundo (Resposta a Conexões Epistemológicas) I

Eu me comprometi a escrever uma série de artigos em comemoração aos 200 anos de Darwin e aos 150 anos da publicação de a Origem das Espécies, e mesmo já tendo lido o livro de Darwin algumas vezes e discutido por anos sobre sua teoria no Orkut e em diversos ambientes, e passando de um ceticismo não-dogmático a um razoável entendimento de seus postulados, toda vez que me debruço a escrever algumas linhas eu lembro que faço parte do Blogs de Ciência e que, possivelmente, serei lido por cientistas de todas as áreas a procura de uma escorregada não fundamentada em tudo que escrever.

Não penso que isso seja ruim; o rigor quando se fala de ciência é algo desejável, e mesmo em qualquer outra área de conhecimento (inclusive e principalmente em Filosofia que é a minha) algo dito com leviandade pode afundar nossas pretensões acadêmicas de pesquisa ou mesmo a credibilidade que precisamos para ao menos sermos lidos.

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Ano de Darwin – uma pequena contribuição...

O ano para mim chegou atrasado. Estou desde dezembro, praticamente, sem postar no Blog e peço desculpas a quem acompanha. O que pretendo esse ano é publicar bem mais, e me dedicar a formatar uma visão mais ampla com desdobramentos filosóficos da Teoria da Evolução de Darwin, além é claro de dar continuidade a meus artigos e ensaios sobre filosofia em geral.

Longe de mim, porém, será tentar rivalizar em meus parcos conhecimentos de genética ou mesmo de biologia com Blogs tão bem feitos por especialistas como Você que é Biólogo, Antepassados Esquecidos, Marco Evolutivo, Discutindo Ecologia, Rerum Natura e tantos outros que embora não mencionados diretamente abrilhantam a blogosfera científica levando conhecimento a muita gente, apesar dos detratores de plantão.

Minha intenção também é divulgar, ajudando os que tanto lutam contra o obscurantismo do conhecimento. Mas pretendo também na medida do possível tratar de temas, a partir da Teoria da Evolução, que possam nos remeter a uma reflexão filosófica mais do que científica (já que não é, especificamente, minha área).

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terça-feira, 13 de novembro de 2007

Alerta - Seleção Artificial

darwin Esse artigo também é para os detratores de Darwin de plantão...
A sociedade moderna cria necessidades em nós que nos obrigam a consumir até o que nos faz mal a saúde. Um dos motivos, além da própria lógica capitalista, é a credibilidade que damos ao mecanismo de propaganda e alarmismo que a mídia nos bombardeia diariamente. Tomamos como verdade o que nos chega de informação sem qualquer criticidade, e muito do que nos chega é igual aqueles boatos de chão de fábrica que você olha na cara do peão que está dizendo e não dá o mínimo de crédito. Pelo menos deveria ser.

Hoje, a iminência de novas doenças, próprias da contemporaneidade, nos faz temerosos e ávidos pelos avanços científicos para que nos protejamos. Uma infinidade de sabonetes, cremes de mão, produtos de limpeza de cozinha e até cremes dentais estão repletos de agentes antibacterianos em seus princípios ativos. Consumimos esses produtos na certeza de que eles nos protegerão dos males que essas bactérias provocariam. No entanto acontece o oposto, e isso está previsto na Teoria da Evolução das Espécies de Charles Darwin publicada a 150 anos atrás. (A Origem das Espécies)

O ciclo de vida de uma bactéria é super rápido, permitindo a troca de gerações várias vezes muito antes da própria doença ser detectada. E nessas trocas de gerações, conforme prevê a Teoria da Evolução, muitas mutações de forma aleatória se dão. A ação de produtos antibacterianos a base de triclosan, fora dos padrões estabelecidos em uma análise médica séria, elimina apenas as bactérias menos resistentes e deixa terreno livre para que as bactérias mutantes e resistentes se proliferem. A ação do triclosan não faz com que somente as bactérias resistentes a ele sobreviva, mas a uma gama extensa de outros anti-bióticos (como demonstra pesquisa feita na Universidade de Colorado, comandada por Herbert Schweizer.

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